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Autopercepcao De Competencia E Resiliencia De Estagiarios E Profissionais Formados Em Educacao Fisica Em Periodo De Isolamento Social

Ibero-American Journal of Exercise and Sports Psychology

Research - (2022) Volume 17, Issue 3

Autopercepcao De Competencia E Resiliencia De Estagiarios E Profissionais Formados Em Educacao Fisica Em Periodo De Isolamento Social

Tatiane Mazzardo*
*Correspondence: Tatiane Mazzardo, Department of Sports Science, Federal University of Minas Gerais, Brazil, Email:
Department of Sports Science, Federal University of Minas Gerais, Brazil

Abstract

This study investigated self-perceived professional competence and resilience in Physical Education students who were part of a supervised internship. As part of the sample, there were fifty-eight interns from five public universities in the state of Mato Grosso, Brazil. Thirty-three were women (28.18 ± 6.22 years old) and twenty-five were men (27.32 ± 6.33 years old). In order to compare outcomes, a hundred professionals having a Physical Education degree also joined it, fifty-four women (33.80 ± 5.93 years old) and forty-six men (36.43 ± 7.86 years old). As instruments, we selected the Perceived Competence Scale in Physical Education and Sports and the 10- item Connor-Davidson Resilience Scale adapted for Brazil. The results showed that amongst students, women were more resilient and, amongst graduated professionals, men presented better results than women regarding perceived competence and resilience. We concluded that even though there is a pandemic context, both male and female students concluded their supervised internships and their means of perceived competence (2.97) and resilience (29) demonstrate that participants have self-perception and resilience according to studies in literature.

Keywords

Supervised internship. Resilience. Physical Education. Competence

Resumen

Este estudio investigó la autopercepción de competencias profesionales y la resiliencia en estudiantes de educación física durante su pasantía supervisada. La muestra se constituyó por 58 pasantes de curso de licenciatura de cinco universidades públicas del estado de Mato Grosso, en Brasil, siendo 33 mujeres (28.18 ± 6.22 años) y 25 hombres (27.32 ± 6.33 años). Con efecto de comparar su desenlace, han participado 100 profesionales graduados en educación física, constituyendo 54 mujeres (33.80 ± 5.93 años) y 46 hombres (36.43 ± 7.86 años). Elegimos como instrumentos la Escala de Autopercepción de Competencias Profesionales en Educación Física y Deportes y la Escala de Resiliencia de 10 ítems de Connor- Davidson (CD-RISC 10) para Brasil. Los resultados revelaron que, entre los estudiantes, las mujeres fueron más resilientes y, entre profesionales graduados, los hombres presentaron mejores resultados que las mujeres en autopercepción y resiliencia. Concluimos que en un contexto pandémico los estudiantes terminaron su pasantía supervisada y sus promedios en autopercepción de competencia (2.97) y resiliencia (29) demuestran que los sujetos tienen autopercepción y resiliencia de acuerdo con los estudios en suliteratura.

Palabras clave: Pasantía supervisada. Resiliencia. Educación Física. Competencia

Introdução

O estágio é uma atividade para qualificar a formação, potencializar as competências por meio da integração entre o conhecimento teórico e prático, de modo a formar indivíduos reflexivos e conscientes das responsabilidades na aprendizagem dos discentes (Anacleto et al., 2018). Essa formação inicial possibilita ao acadêmico compreender a importância da complexidade das instituições de ensino e a construção da aprendizagem significativas, propiciando aos futuros docentes a vivência das práticas de ensinos (Neira, 2012; Pimenta & Lima, 2018), indispensável na construção profissional de sua identidade, postura e conhecimento profissional. Neste rico processo pedagógico o estágio possibilita a realização de construções significativas, de modo que discente compreende as dificuldades da profissão de docente, através de sua inclusão no meio profissional e da comunidade escolar.

Para Sanches e Jacinto (2004) as experiências e o enriquecimento a aprendizagem nem sempre acontecem conforme as expectativas dos estagiários, que em sua maioria se deparam com as indiferenças dos professores de campo, dos professores da Instituição de Ensino Superior (IES), ou até mesmo por conta dos aspectos burocráticos das escolas, o que dificulta sua inserção no ambiente.

Para Reis (2003) é de responsabilidade da universidade formar acadêmicos, cidadãos, profissionais e cientistas, propiciando aos mesmos vivências práticas nos diversos contextos sociais dos conhecimentos intelectuais. Se faz necessário que as escolas de educação básica e as instituições de ensino estejam abertas para atender e receber os acadêmicos para realizarem seus estágios. As IES devem propiciar ao estagiário reflexões de questões futuras e câmbio de experiências entre os mesmos e os professores (Silva, 2012).

O estágio profissional curricular na educação física oportuniza ao graduando preparar-se para atingir as competências exigidas no mercado de trabalho, exercendo sua profissão em distintos campos de atuações, sempre por meio da supervisão de um profissional habilitado e qualificado, a relação entre teoria ministrada no curso de graduação e o aprendizado prático no ambiente real de trabalho.

O termo de conceituação resiliência vem da palavra resilio o que significa “retornar a um estado anterior”. Procedente do latim este termo foi bastante utilizado na Física e Engenharia, a partir do século XIX. Os estudiosos dessa área de conhecimento faziam o material resiliente sofrer ação extrema de deformação, embora essa ação voltava ao seu estado original (Knost, 2012). A resiliência é vista como um dos processos que vem explicar a superação de crises e adversidades que os indivíduos, grupos e organizações passam conseguindo sobressair da situação seja positiva/negativa (Campanella, 2006; Castleden et al., 2011).

Entre as décadas de 1970 e 1980 as pessoas eram expostas às diversas adversidades, e mesmo assim eram capazes de se manterem saudáveis, o que se tornou objeto de estudo, com denominação inicialmente apresentada a esses sujeitos como “invulneráveis”, posteriormente substituído por “resilientes” (Teixeira et al., 2015). Todas as pessoas resilientes têm algumas características básicas, como autoestima positiva, habilidades em dar e receber em relações humanas, disciplina, responsabilidade, receptividade, interesse e tolerância aos sofrimentos de seus pares (Barreira & Nakamura, 2006).

Os indivíduos resilientes são tidos como otimistas e realistas, com estado emocional positivo, senso de propósito para a vida, crentes sobre o que é certo e errado, espiritualistas, usam de estratégias ativas para solucionar problemas e planejar, e têm a capacidade significar as experiências, mesmo que sejam traumáticas (Picardi et al. 2012; Southwick & Charney, 2012).

Até o momento não existe um consenso na literatura da definição de resiliência. Conforme a situação, é tratada como um traço da personalidade, em outras é uma característica permanente, ora como um foco circunstancial com um desfecho perante a adversidade ora como as possibilidades vividas (Solano et al., 2016). Logo, não é explicada somente sendo um processo absoluto ou adquirido, mas como uma capacidade decorrente ao processo dinâmico e evolutivo, variando conforme as circunstâncias.

O estudo da competência profissional representa e descreve a autopercepção do indivíduo e sua adaptação ao meio do ambiente profissional (Nascimento, 1999), e por esta razão, a avaliação da autopercepção da competência profissional nos contextos da Educação Física e da resiliência, variáveis que o presente estudo se propõe a investigar, pretende identificar se os autoconhecimentos e procedimentos de domínios necessários adquiridos no momento do estágio obrigatório contribuem para o desempenho profissional.

Até o momento encontraram-se estudos que investigaram a percepção de competência com estudantes da educação básica e professores da educação básica (Vieira et al., 2006; Lemos et al., 2010; Ribeiro et al., 2015; Vasconcelos et al., 2018) e estagiários do curso de educação física e professores iniciantes (Krug & Krug, 2010; Martiny & Gomes-Da-Silva, 2014; Zancan, 2012; Martins et al., 2014; Metzner, 2014; El Tassa et al., 2015; Krug et al., 2015; Henrique et al., 2018). Esta variável também foi combinada com motivação no estudo de Do Nascimento Júnior et al. (2018). Quanto a resiliência, encontrou-se estudos com estudantes da educação básica, militares e professores da educação básica (Lopes et al., 2011) e estudantes de psicologia e profissionais da área (Gomes et al., 2020). Porém, não se encontrou estudos que combinaram a aplicação de instrumentos que avaliam a percepção de competência profissional e a resiliência, lacuna a ser preenchida, pois tais variáveis que ao serem investigadas poderão identificar como os estagiários de cursos de licenciatura se sentem em período de isolamento social.

Portanto, o presente estudo visa identificar a autopercepção de competência em Educação Física e a resiliência profissional durante ou após os períodos de estágios obrigatórios com estagiários e profissionais formados em período de isolamento social.

Métodologia

Trata-se de um estudo de campo de caráter quantitativo (Thomas et al., 2012).

Participantes

Os participantes foram 58 acadêmicos de licenciatura, de ambos os gêneros, sendo 33 mulheres (28,18 ± 6,22 anos de idade) e 25 homes (27,32 ± 6,33 anos de idade), de cursos de educação física, matriculados em disciplinas de estágio de cinco Universidades públicas do estado de Mato Grosso (MT).

O cálculo amostral foi determinado considerando as turmas existentes de estágio em cada instituição no 1º semestre de 2021. Considerou-se para tal todos os alunos matriculados e que finalizaram seus estágios. Logo, a partir da população de 111 estudantes, com um erro de 5%, e intervalo de confiança de 1,95, determinou-se, pelo cálculo de amostra finita (Barbetta, 1994), um n amostral de 87 estudantes. Porém, apenas 58 estudantes participaram do estudo. Aumentando em 10% o erro amostral, a quantidade de coletas obtidas alcançou-se o n mínimo de 52 sujeitos, aceitável para o número de participantes final.

Como critério de inclusão os participantes foram acadêmicos de licenciatura do curso de educação física matriculados e que concluíram a disciplina de estágio obrigatório supervisionado ao final do 1º semestre do ano de 2021. Como forma de complementação de análise, e a fim de comparar o desfecho, acrescentou-se 100 participantes formados em educação física, sendo 54 mulheres (33,80 ± 5,93 anos de idade) e 46 homes (36,43 ± 7,86 anos de idade), que realizaram seus estágios previamente de maneira presencial. Por se tratar de uma comparação de desfecho não há a obrigatoriedade de cálculo amostral para os profissionais formados.

Ainda, dois questionários sociodemográficos foram aplicados nos participantes. Para os estagiários contiveram oito questões abertas e fechadas, e para os professores formados 13 questões abertas e fechadas, gerando assim uma caracterização dos participantes com as variáveis categóricas: IES, IES por região, gênero, grau de formação, curso e tempo de participação, estágio que ministrou e a IES.

Instrumentos

Elegeu-se como instrumentos a Escala de autopercepção de competência profissional em educação física e desportos (Nascimento, 1999) e a Escala de resiliência-10 (Solano et al., 2016). O primeiro deles contém 30 questões com 6 níveis de escala likert. Sua matriz analítica se divide nas categorias habilidades profissionais e conhecimentos profissionais. A habilidades profissionais incluem habilidades planejamento, organização e gestão, comunicação, avaliação, incentivação e autorreflexão. Os conhecimentos profissionais incluem conhecimentos disciplinares, conhecimento pedagógico e conhecimento de contexto.

A Escala de resiliência-10 é constituída por 10 itens e as respostas são registradas em uma escala de 0 (nunca é verdade) a 4 (sempre é verdade). Os resultados são apurados somando suas pontuações, variando entre zero e 40 pontos. Pontuações elevadas indicam que o indivíduo tem alta resiliência.

Procedimentos

Após a assinatura prévia das cartas de anuência pelas IES do estado de Mato Grosso este estudo foi submetido à apreciação do Comitê de Ética de Pesquisa em Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso e obteve o CAAE n.º 57863616.4.0000.5541, parecer n°4.370.902. A coleta de dados ocorreu entre os meses de setembro e novembro de 2021, com preenchimento do formulário online via Google Forms dividido em 4 fases: Fase 1: Aceite do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; Fase 2: Preenchimento de questões demográficas; Fase 3: Preenchimento da Escala de Autopercepção de Competência Profissional em Educação Física e Desportos (Nascimento, 1999); Fase 4: Preenchimento da Escala de Resiliência-10 (Solano et al., 2016).

Análise dos dados

As análises descritivas foram apresentadas em mediana, intervalo Interquartílico (IIQ) (percentil- P25 e P75), frequência absoluta e relativa. O teste de Shapiro-Wilk foi utilizado para analisar a normalidade dos dados e o Kruskal-Wallis para comparar três ou mais grupos independentes. O teste Mann-Whitney comparou 2 grupos e o Dwass-Steel-Critchlow-Fligner (DSCF), como um post hoc, comparou diferenças múltiplas entre os valores medianos da amostra. Para correlacionar idade com autopercepção de competência e resiliência utilizou-se a correlação de Spearman. Os dados foram organizados na planilha de cálculo do Excel®, do sistema operacional Windows 8®, e analisados estatisticamente no Program Statistical Package for the Social Science (SPSS) for Windows, versão 20®.

Resultados

Os resultados serão apresentados conforme os objetivos específicos. Antes de sua inserção expõe-se a seguir nas tabelas 1 e 2 referentes aos dados sociodemográficos, variáveis independentes utilizadas para análises junto às variáveis dependentes (Table 1).

Tabela 1: Análise descritiva dos dados sociodemográficos e pedagógicos para os estagiários.

Variável Categoria f %
>Gênero Feminino 33 56,9 %
  Masculino 25 43,1 %
Faixa etária 20-25 anos 31 53,4 %
  26-30 anos 8 13,8 %
  31-35 anos 8 13,8 %
  36-40 anos 8 13,8 %
  40-45 anos 3 5,2 %
  46-50 anos 1 1,7 %
IES Federal 35 60,3 %
Estadual 23 39,7 %
Estágios da IES Ed Inf +Ens. Fund I +Ens. Fund II + ENE + Ens Médio 5 8,6 %
  Ed Inf +Ens. Fund I +Ens. Fund II + ENE + Ens Médio + EE + EJA 40 69,0 %
  Ed Inf +Ens. Fund I +Ens. Fund II + Ens Médio + EJA 13 22,4 %
Estágio Cursado 1º estágio de 2 5 8,6 %
  1º estágio de 4 9 15,5 %
  1º estágio de 5 1 1,7 %
  2º estágio de 4 14 24,1 %
  3º estágio de 4 17 29,3 %
  2º estágio de 5 12 20,7 %
Estágio em andamento Último Estágio 22 37,9 %
  2º estágio de 4 9 15,5 %
  3º estágio de 4 14 24,1 %
  2º estágio de 5 1 1,7 %
  3º estágio de 4 12 20,7 %
Modalidade do estágio OL 38 65,5 %
  OL + RP 5 8,6 %
  OL + PIBID 7 12,1 %
  OL + RP + PIBID 6 10,3 %
  NP 2 3,4 %
Tempo de participação 1 mês a 1 ano 46 79,3 %
  1 a 2 anos 5 8,6 %
  1 mês a 1 ano + PIBID 1 1,7 %
  1 a 2 anos + PIBID 6 10,3 %

Nota: f=frequência absoluta; %=frequência relativa. Ed. Inf.= Educação infantil; Ens. Fund. I= Ensino fundamental I; Ens. Fund. II=Ensino fundamental II; ENE=Espaços não escolares; EE= Educação especial; Ens. Médio= Ensino médio; EJA= Educação de jovens e adultos. OL= Estágio curricular supervisionado obrigatório curso de licenciatura; RP= Programa de residência pedagógica curso de licenciatura; PIBID= Programa institucional de bolsa de iniciação à docência. NP= Não participou.

Na tabela 1 as mulheres se sobressaíram em número de participantes em relação aos homens, e a faixa etária prevalente ocorreu entre 20 e 25 anos. A maioria dos participantes estava no último estágio curricular obrigatório do curso de licenciatura (Table 2).

Tabela 2: Frequência absoluta e relativa dos dados sociodemográficos dos professores formados.

Variáveis Categoria f %
>Gênero Feminino 54 54,0 %
  Masculino 46 46,0 %
Faixa Etária 20-25 anos 11 11.0 %
26-30 anos 27 27.0 %
31-35 anos 21 21.0 %
36-40 anos 16 16.0 %
41-45 anos 13 13.0 %
46-50 anos 6 6.0 %
>51 anos 6 6.0 %
IES Federal 41 41,0 %
Estadual 23 23,0 %
Privada 36 36,0 %
IES/Região Centro-Oeste 42 42,0 %
Sudeste 26 26,0 %
Sul 24 24,0 %
Nordeste 6 6,0 %
Norte 2 2,0 %
Grau de Formação Grad + Esp +Msn 61 61,0 %
  Ms + Dr + Drn 39 39,0 %
Tempo de Formado 1 a 10 anos 60 60,0 %
  >10 anos 40 40,0 %
Estágios Expectativas Sim 56 56,0 %
  Em partes 38 38,0 %
  Não 6 6,0 %
Cursos Licenciatura 71 71,0 %
  Bacharelado 29 29,0 %
Estágios Ministrados OL 28 28,0 %
  OL + OB 12 12,0 %
  OL + PIBID 6 6,0 %
  OB 10 10,0 %
  OL + OB + NOB 10 10,0 %
  OL + OB + NOL 1 1,0 %
  OB + NOB 10 10,0 %
  OL + NOL + PIBID 2 2,0 %
  OL + NOL 9 9,0 %
  OL + OB + NOL + NOB 8 8,0 %
  OL + RP 2 2,0 %
  OL + NBO 2 2,0 %
IES que estagiou Escola 65 65,0 %
  Universidade 7 7,0 %
  Academia 28 28,0 %
Tempo de Participação 1 mês a 1 anos 53 53,0 %
  1 a 2 anos 18 18,0 %
  > 2 anos 29 29,0 %

Nota: f=frequência absoluta; %=frequência. Grad= Graduação; Esp= Especialização; Msn= Mestrado em andamento; Ms= Mestre; Dr= Doutorado; Drn= Doutorado em andamento. OL= Estágio curricular supervisionado obrigatório curso de licenciatura; OB= Estágio curricular supervisionado obrigatório curso de bacharelado; RP= Programa de residência pedagógica curso de licenciatura; PIBID= Programa institucional de bolsa de iniciação à docência; NOL= Estágio curricular supervisionado não obrigatório curso de licenciatura; NOB= Estágio curricular supervisionado não obrigatório curso de bacharelado.

Na tabela 2 a maioria dos participantes concluiu seu curso em IES públicas (64%), com maior concentração na região Centro-Oeste. Isso se deu pelo fato do estudo ser realizado nessa região, trazendo, como consequência, maioradesão.

O 1º objetivo específico foi de comparar os níveis obtidos de autopercepção de competência e resiliência profissional entre os estagiários. Aplicou do teste de Kruskal-Wallis, que revelou que os dados não apresentaram normalidade, e não se encontraram diferenças nas comparações realizadas entre IES, gênero, faixa etária, estágio da IES, estágio cursado, estágio em andamento, modalidade de estágio e tempo de participação com as variáveis dependentes autopercepção de competência e resiliência. Houve diferenças pontuais entre as mulheres na resiliência com os tempos de estágio para a variável da resiliência “Não desanimar com fracassos” (X2=10,1; P=0,018), e os números de estágios na variável “Concentrar e pensar sob pressão” (X2=6,01; P=0,014) (Figura 1).

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Figure 1. Comparação entre as categorias de “tempos de estágio” nos resultados dos indicadores não desanimar com fracassos (A) e as categorias de “Estágios da IES” para os resultados do indicador “concentrar e pensar sob pressão” (B) na amostra de mulheres estagiárias.

O indicador “Não desanimar com fracassos” apontou uma resposta contrária do esperado na figura 1B. As mulheres demostraram ser mais resilientes em um curto período do estágio cumprido (de 1 mês a 1 ano), quando comparadas ao tempo de 1 a 2 anos + PIBID. As mulheres pertencentes às faculdades IFMT, FEF- UFMT- Cuiabá e Barra do Garça (Ed. Inf. + Ens. Fund. I + Ens. Fund. II + Ens. Médio + EJA) mostraram maior resiliência do que as matriculadas nas faculdades da Unemat - Cáceres e Diamantino (Ed. Inf. + Ens. Fund. I + Ens. Fund. II + Ens. Médio + EE + EJA).

O 2º objetivo do estudo foi comparar os níveis obtidos de autopercepção de competência e resiliência profissional entre os professores formados em educação física. Os resultados encontrados na figura 2A referentes às dimensões do Conhecimento profissional, Habilidades profissionais e Percepção de competência geral e Resiliência total apontam que os tem os homens obtiveram valores superiores às mulheres nas seguintes dimensões do Conhecimento profissional: Conhecimento disciplinar (P=0,004) e Conhecimento do contexto (P=0,031). Dentre da dimensão de Habilidades profissionais os indicadores foram: Planejamento (P=0,005), Comunicação (P=0,010), Avaliação (P=0,007) e Autorreflexão (P=0,025) (Figura 2).

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Figure 2. Comparação entre gêneros para as dimensões da autopercepção de competência e resiliência total dos participantes formados.

Na resiliência os homens novamente superaram as mulheres na resiliência total, com p value≤0,05 para os indicadores “Lidar com qualquer problema” e “Ver o lado humorístico das coisas”.

Quanto aos graus de formação dos profissionais formados foi possível verificar na figura 3A que quanto maior a especialização dos mesmos maiores os domínios de Conhecimento profissional e Habilidades profissionais e percepção de competência. Entre indicadores da autopercepção de competência na dimensão Conhecimento profissional tem-se o Conhecimento pedagógico (P=0,006) e o Conhecimento do contexto (P=0,015). Dentro da dimensão de Habilidades profissionais os indicadores foram: Comunicação (P= 0,048), Organização e gestão (P=0,027) e Autorreflexão (P=0,004) (Figura 3).

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Figure 3. Comparação entre os graus de formação para as dimensões da percepção de competência e resiliência total na amostra de formados.

Para a resiliência total os valores de p≤0,05 na figura 3B ocorreram para os indicadores “Lidar com qualquer problema”, “Lidar com situações estressantes”, “Não desanimar com os fracassos”, “Considerar uma pessoa forte” e “Lidar com sentimentos” em prol dos profissionais com maior graude formação.

O 3° objetivo comparou os níveis obtidos de autopercepção de competência e resiliência profissional unificando os estagiários e os profissionais formados em educação física. Os homens obtiveram medianas superiores quanto comparados às mulheres na autopercepção de competência (figura 4A) e também na resiliência total por meio do teste de Mann-Whitney. Na dimensão Conhecimento profissional apenas o indicador Conhecimento disciplinar se manteve superior para os participantes (P=0,004). Dentro da dimensão de Habilidades profissionais apenas no indicador Autorreflexão não se encontrou diferenças significativas (P=0,064) (Figura 4).

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Figure 4. Comparação entre os gêneros para as dimensões da percepção de competência e resiliência total na amostra de formados + estagiários.

Para a resiliência total na figura 4B o padrão foi mantido para os homens, apresentando-se os valores de p≤0,05 para os indicadores “Lidar com qualquer problema”, “Lidar com situações estressantes”, “Ver o lado humorístico das coisas”, “Lidar com situações estressantes” e “Concentrar e pensar sob pressão”.

A figura 5 apresenta a comparação entre o grau de formação dos participantes (Figura 5).

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Figure 5. Comparação entre os graus de formação para percepção de competência na amostra de formados e estudantes.

Os participantes com maior grau de formação (Mestres, Doutorandos e Doutores) obtiveram maiores medianas na variável autopercepção de competência em todas as dimensões em relação ao grupo de Graduados, Especialistas e Mestrandos e ao grupo de estudantes, com p≤0,001 nas análises post hoc.

Discussão

Considerando-se a ausência de estudos que aplicaram o instrumento RISC-10 que é mais utilizado em estudos clínicos para avaliar e verificar escores de dor, estresse, pós-traumático, ansiedade, depressão entre outros desfechos, não se encontraram estudos que o aplicaram no contexto do ensino e aprendizagem com acadêmicos de educação física. A discussão da variável resiliência se dará por outros estudos que abordaram essa temática sem aplicação do instrumento RISC-10 em seguida à discussão sobre estudos de autopercepção de competência.

Para se ter base de referência da mensuração da variável autopercepção de competência em demais estudos, as medianas dos estudantes de Educação Física de ambos sexos foi de 2,9, conforme Vieira et al. (2006). O valor médio do escore no estudo de Lemos et al. (2010) com acadêmicos de Educação Física foi de 2,82. No estudo de Vasconcelos et al. (2018), a mediana dos estudantes da capital do estado do Pará foi de 2,12 do interior de 1,67. Finalmente, no estudo Do Nascimento Júnior (2018) a mediana de ambos sexos acadêmicos de Educação Física foi de 3, relatando um nível moderado.

Considerando a variável resiliência, Almeida et al. (2020) investigaram participantes inscritos nos centros de emprego na região de Lisboa. A mediana encontrada foi de 25,94, e as mulheres apresentam valores inferiores aos dos homens. Lopes e Martins (2011) apontam que 463 pessoas, dentre elas, estudantes, militares e professores, obtiveram o valor médio de resiliência de 29,07, e consideram esses participantes bem resilientes. Solano et al. (2016) relata que os 123 pacientes hospitalizados alcançaram em seu estudo uma média 25,8. Connor e Davidson (2018) encontraram medianas que variaram entre 29 e 33,5; 19,9 e 30,3 e 19,6 e 25,8 em diferentes população, considerando exposição desses indivíduos perante aos eventos traumáticos, com depressão, violência e patologia psiquiátrica, entre outros fatores.

Com base no presente exposto pode-se afirmar que no presente estudo os acadêmicos de Educação Física de ambos os sexos apresentaram níveis de autopercepção de competência moderada (mediana de 2,97) e bem resilientes (mediana de 29).

Ao comparar os níveis de autopercepção de competência e resiliência profissional entre os estagiários, deparou-se com diferenças significativas na resiliência das mulheres, considerando os tempos de estágio para o indicador “Não desanimar com fracassos” e o número de estágios das IES para o indicador “Concentrar e pensar sob pressão”. Ribeiro et al. (2015) encontraram resultados positivos na competência profissional, porém diferenças entre a prática de ensino I e II de 42 estudantes de ambos gêneros do curso de educação física de duas Universidades públicas de Florianópolis. Os autores apontam que os estagiários de educação têm maiores habilidades profissionais para o planejamento, comunicação, avaliação e habilidades profissionais. Não houve diferenças expressivas entre os gêneros.

O estágio permite aos acadêmicos a refletir e analisar questões da teoria e prática, a dimensão da habilidade de incentivo, mantendo uma interação entre as IES e os níveis de educação básica. Está interação, conforme Vieira et al. (2006), libera experiência aos estudantes de educação física durante o estágio se percebem mais experientes e competentes na execução das atividades propostas, vindo de encontro com os resultados encontrados no presente estudo.

Durante os estágios os acadêmicos são avaliados e analisados pelos seus professores, e também se autoavaliam frente aos desafios e contextos escolares entre os saberes e não saberes. Embora seja um momento desafiador, muitos estagiários se deparam com inseguranças, medo de falhar, errar e fracassar. Seu maior medo é o de não serem reconhecidos pelos alunos como professores (Martiny & Gomes Da Silva, 2014).

Ainda conforme os estudos de Vieira et al. (2006) e Ribeiro et al. (2015), os participantes se julgaram com competência profissional suficiente, e alcançaram valores elevados nessa dimensão. Entendeu-se ali o gênero masculino como autoconfiante, pois apontaram valores superiores nos indicadores de autopercepção de competência em relação às mulheres. De forma contrária ao presente estudo os homens não se diferenciaram nas mulheres. Porém, na comparação de gênero entre profissionais formados referente ao segundo objetivo no presente estudo, os resultados encontrados corroboram os autores acima, visto que os homens obtiveram medianas superiores às mulheres em todas as dimensões comparados. Os resultados corroboram em partes com Lemos et al. (2010), já que o mesmo ocorreu nas habilidades profissionais e no conhecimento profissional. Do Nascimento Júnior et al. (2018) também citaram uma prevalência dos homens, com níveis moderados no domínio na competência profissional nas dimensões de conhecimento profissional e habilidades profissionais.

De acordo Iser et al. (2020) o contexto pandêmico levou a população a modificar sua realidade e suas relações interpessoais, levando-a ao isolamento social. Em meio a essa realidade os indivíduos tiveram que se tornar resilientes, superando e se adaptando a essa nova situação. Apesar dessa observação geral, apenas as acadêmicas mulheres se mostraram resilientes, enquanto dentre os profissionais formados, os homens foram superiores às mulheres, tanto na resiliência quanto na autopercepção de competência no presente estudo.

O segundo objetivo do estudo foi comparar os níveis obtidos de autopercepção de competência e resiliência profissional entre os professores formados em educação física. Novamente os homens atingiram melhores medianas comparados às mulheres nas três dimensões da autopercepção competência, na resiliência total e também em seus indicadores “Lidar com qualquer problema” e “Ver o lado humorístico das coisas”.

Os resultados da comparação entre os graus de formação dos profissionais formados para as dimensões de autopercepção de competência e resiliência demostraram os que têm maiores níveis de especialização apresentam as medianas elevadas. Henrique et al. (2018) mencionam que os professoresexperientes têm domínio na área de comunicação, o que corrobora com presente estudo. Entretanto, o fato de os professores possuírem maior experiência no domínio dessas dimensões, não significa que têm todas as competências e habilidades dos saberes profissionais.

O terceiro objetivo foi comparar os níveis de autopercepção de competência e resiliência profissional unificando os participantes estagiários e os profissionais formados em educação física. Na autopercepção de competência os homens obtiveram boas medianas no indicador de comunicação, avaliação e incentivação. A diferença entre os gêneros não o impossibilita as mulheres em desenvolverem suas habilidades.

De acordo com El Tassa et al. (2015) o ESC é essencial na vida acadêmica, possibilita aos estagiários aplicarem seu aprendizado teórico na prática, de modo a superar suas limitações. No presente estudo os estagiários tiveram que superar as limitações do cumprindo do estágio em aulas remotas.

Zancan (2012) buscou explorar o estágio em todas suas práticas de ensino, permitindo ao estagiário vivenciar experiências como futuros professores tendo formação de qualidade. Ainda consoante os autores citados, o estágio é uma oportunidade em potencializar todo aprendizado, possibilitando superar e construir saberes em ser e do ser docente com qualidade.

O contexto pandêmico levou os estagiários a realizarem suas atividades à distância, garantindo segurança e a preservação da saúde de todos os envolvidos, prevenindo o contágio do Covid-19. De acordo com Moretti et al. (2020), a pandemia surpreendeu a todos por falta de conhecimento no controle e domínio do vírus; a humanidade não viveu algo parecido a isto. Como consequência, as rotinas e condutas foram alteradas nesse período, com os professores passando a trabalhar em home office e os estudantes via homeschooling.

Na comparação entre cursos para percepção de competência na amostra unificada de estagiários e profissionais formados, independe do curso, licenciatura ou bacharelado, os acadêmicos de licenciatura em andamentos obtiveram medianas inferiores na autopercepção de competência em todas as dimensões em relação aos formados. Porém, dentre os professores formados não houve diferenças significativas nessa variável. Metzner (2014) ressaltou quanto maior atuação do estagiário dentro contexto escolar, maiores são seu conhecimento e comprometimento, o que permiti ter uma visão crítica e reflexiva frente a sua atuação profissional. El Tassa et al. (2015) alegam que toda participação que os estagiários têm na escola vem colaborar para a construção e reconstrução dos planejamentos metodológicos, cujos requisitos tende a melhorar as questões profissionais tendo uma qualidade por excelência.

Considerando a variável resiliência, Gomes et al (2020) investigaram seu nível em 107 estudantes e profissionais da psicologia, que se mostram adaptáveis para superar as situações da vida, no meio relacional familiar, profissional ou de amizade. No estudo de Lopes e Martins (2011) participaram 432 pessoas, com idade média de 28 anos de ambos os gêneros. A pontuação média da resiliência foi de 29,07 e no presente estudo a mediana da resiliência foi 8. Os autores mencionados mostram que para ser resiliente, os indivíduos precisam lidar com situações adversas até mesmo sobre pressão, sobressair na situação mesmo sofrendo, buscando suportar a infelicidade e infortúnios da vida. Nem sempre as pessoas conseguem atingir esse nível de resiliência.

De acordo com Fajarda et al (2010) a maioria dos professores das escolas públicas brasileiras resilientes. Isso se deve ao grau de dificuldade e superação que vivem. Além disso, têm um papel social grande com seus alunos, sendo incentivadores na luta por futuro melhor através da educação. Contudo, a resiliência escolar é uma demanda que precisa ser vista com olhos investigativos, e um maior investimento na formação continuada dos professores poderá garantir aos alunos a qualidade de resiliência, pois tenderão a receber ensino de qualidade e melhor desempenho profissional de seus tutores.

Conclusão

Considerando o objetivo do estudo foi possível identificar a autopercepção de competência em educação física e a resiliência profissional nos períodos de estágio obrigatório em isolamento social, os resultados mostram que os estagiários, embora estivessem em um contexto pandêmico alcançaram a conclusão do ESC.

Com base na literatura vigente, pode-se afirmar que os acadêmicos de Educação Física de ambos os sexos apresentaram níveis de autopercepção de competência moderada e bem resilientes. Entre os acadêmicos, as mulheres estudantes foram mais resilientes e entre os profissionais formados os homens apresentaram melhores resultados do que as mulheres na autopercepção de competência e resiliência. Mesmo no contexto de pandemia, os impactos causados pelo isolamento social não afetaram a conclusão da disciplina de estágio no semestre vigente, apesar dos professores das disciplinas terem relatado que o número de matrículas diminuiu. Como limitação do estudo, não se pôde inferir se o estágio em si promoveu resiliência nas mulheres, uma vez que o desenho do estudo não foi pré e pós-teste. Além disso, o quantitativo de voluntários foi aquém do esperado, forçando-nos ao reajuste do cálculo amostral, diminuindo seu poder.

Recomenda-se que em estudos futuros, apesar de se acreditar que este contexto pandêmico seja passageiro, desenhos pré e pós-teste sejam aplicados para se identificar possíveis impactos do processo de ensino dos professores das IES, com a colaboração dos professores de campo das escolas.

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